domingo, 27 de março de 2011

12 de março de 2011 - Quarta feira - Medos revelados

Suzi olha com raiva para aquele grande idiota na mesa comendo um pudim naquela sala branca e esquisita dentro do Hospital Psiquiatrico de Oculam. Ela bate contra a mesa dizendo:
- Quem você pensa que é para prender meu marido. E fazer isso tudo com a gente?
- Eu não sou ninguém. Sou apenas um pesquisador que vim para textar vocês.
- Você veio? Veio de onde? - Pergunta Eduardo calmo como sempre.
De repente Yan acompanhado de um monte de policias entram pela unica porta da sala como o estouro de uma boiada. Algemam o médico e vão retirando Eduardo, Suzi e Joe do quarto. Eles saem e veêm o céu estrelado. Estavam salvos e fora daquele hospício. Yan dava ordens aos policias para colocar o médico dentro da viatura.
Eduardo se aproxima de Yan nervoso que falava ao celular.
- Mais que demora foi essa para arrumar esse ordem judicial para invadir isso Yan?
- Eduardo está acontecendo mil coisas ao mesmo tempo e eu e o Yuri estamos tendo que resolver tudo. Por favor. - Ele volta a falar no telefone e Eduardo esculta tudo.
- Ok Yuri eu vou ir ao hospital você fica aqui e cuida dos desaparecimentos. - Ele desliga o celular e Eduardo preocupado fala:
- O que está acontecendo Yan. Eu também sou policial, posso ajudar.
- Então você vai virar a noite com agente. Você vai   investigar o hospício. O Yuri está investigando casos de desaparecimentos em toda Oculam. Todos no mesmo momento. E eu vou ir ao hospital de Oledasep. O Walter sofreu um acidente de carro.
Yan sai disparada em seu carro. Suzi vê a cara de preocupação de Eduardo e se aproxima de mãos dadas as de Joe.
- O que foi que aconteceu Eduardo.
- Suzi, Joe, vão para casa. Eu vou cuidar dos relatórios sobre o que aconteceu aqui.

Eduardo entra em sua viatura de policia e sai para a delegacia. Suzi e Joe ainda tinham que ficar. Um monte de fãs de Joe estavam a espera dele junto de Lineu, o amigo reporter de Joe que estava junto do camera-men dele Irwan Wash que desligava a camera e colocava dentro da van.
- Uai gente? O que ouve? - Pergunta Joe com um sorriso. - Não vão gravar uma reportagem com sobrevivente do hospício maluco?
- Desculpe Joe. Mas tem coisas muito serias acontecendo em Oculam. Milhares de pessoas desapareceram do nada. - Responde Lineu.
- Como assim gente? - Pergunta Suzi assustada.
- Estamos indo para a casa de uma mulher que o filho sumiu, desapareceu, na frente de seus olhos. E tem varios relatos desse chegando no jornal.
Suzi e Joe olham preocupados. E logo já se encaminhavam para a casa deles. Chegando lá abrem a porta e assustados entram no quarto de Arthur. Ele estava lá deitado na cama.
- Graças a Deus meu filho. - Fala Joe abraçando o filho.
- O que foi pai? - Diz Arthur assustado.
- Cadê sua irmã? - Pergunta Suzi assustada.
Danielly sai de seu quarto e aparece na porta.
- Estou aqui gente. Porque?
Suzi abraça Danielly. E fala séria.
- Vocês não saiam daqui.
- Suzi, são nove horas da noite. Aonde agente iria a essa hora numa quarta feira? - Pergunta Danielly rindo.
Suzi vira-se para Joe falando:
- Joe, fique aqui com eles. Eu vou ir no restaurante ver como está minha mãe.
Suzi sai correndo do quarto. E Danielly e Arthur já com medo pergunta:
- O que foi que aconteceu pai?
- Calma que eu vou explicar tudo para vocês. Mas fiquem calmos. Que tudo está bem.
De repente batidas na porta. Joe sai para fora do quarto de Arthur para o corredor. Ele olha estranhando para a porta. Mais uma batida.
- Joe! Sou eu abre a porta! - Diz uma voz conhecida. Era Carol.
Joe abre a porta e Carol com um luxuoso carro estacionado na calçada estava ali, arrumada como nunca. Joe queria se tranquilizar mas não dava conta.
- Pois bem Joe. Lembra do nosso acordo. Vamos faze-lo agora.
- Carol... - Tenta falar Joe. Mas Arthur e Danielly ouvindo a voz da mãe se aproximam precavidos.
- Mamãe? - Pergunta Danielly com medo da reação da mãe.
Carol abre os braços para a filha e a abraça com um carinho que nunca teve.
- Minha filha. Que saudades. Não sabe como senti sua falta. - Carol vai para se virar para Arthur.  Mas ele anda  para trás.  - O que foi Arthur?
Arthur corre e se esconde atrás do pai.
- O que ela veio fazer aqui pai? - Pergunta Arthur.
Carol tenta se controlar. Mas o sorriso sai de seu rosto e aquele olhar severo de inveja reaparece em seu rosto.
- Vim buscar vocês!
- Não!
- Se vocês quiserem! - Completa Joe protegendo seu filho do medo e enfrentando Carol.
- Eles são meus filhos!  - Fala Carol tentando se aproximar de Arthur. Mas Joe entra na frente nervoso.
- São meus filhos também!
- Você nunca estava em casa. Eu que sempre estive lá.
- Mas quando meu pai estava em casa ele tinha carinho por nós. Coisa que nas vinte quatro horas que você estava na casa nunca teve! - Grita Arthur chorando.
Carol coloca a mão no rosto tentando controlar o choro. E fala nervosa.
- Vocês precisam de mim! Precisam morar comigo! Eu sou sua mãe!
Danielly que estava paralisada com a cena fala com carinho para a Carol.
- Mãe. É nós que precisamos de você? Ou você que precisa de nós?
Carol abraça a filha aos prantos.
- Venha comigo Danielly por favor. Venha comigo!
Danielly olha para o pai. Que também chorava.
- Danielly você não precisa ir só...
- Pai. Eu preciso ir com a mamãe. - Diz ela se desvencilhando de Carol e abraçando o pai.
- Para eu ser amiga da Suzi. Não posso ficar com ela na mesma casa. Vamos acabar brigando mais uma vez. Eu te amo. - Fala Danielly abraçando o pai e chorando muito.
- Eu sempre vou te visitar minha filha. Porque eu te amo de verdade. - Diz Joe olhando para Carol que por trás do choro falso estava um sorriso de vitória.



Enquanto isso Suzi chega no restaurante, onde tinha poucas pessoas. E Priscila cantava uma música calma e tranquila enquanto uns dois casais dançavam. Três casais se beijavam na mesa enquanto jantavam. Dois amigos bebiam.
Yomiko sentada numa cadeira próxima do balcão examinava um papel e tomava uma taça de vinho. Algumas lagrimas caem e Suzi chocada se aproxima.
- Mãe? O que aconteceu? Porque está chorando?
Yomiko deixando mais lágrimas cairem dos olhos fala:
- O julgamento do seu pai vai ser amanhã de manhã.
- Mãe não chora. - Diz Suzi abraçando a mãe. - Você sabia que isso iria acontecer.
- É que eu lembrei de repente de quando agente se conheceu. Éramos apenas crianças. Ele com seu sorriso doce, sempre ficava do meu lado, me ajudando. Suzi eu destruí a vida desse homem.

Carlos entra numa sala de videos algemado. O policial, um homem alto e negro  o desalgema, e entrega uma fita de video para Carlos.
- Você tem dez minutos.
- Obrigado Abatista. - Fala Carlos pegando a fita de video com as duas mãos e com lágrimas nos olhos.
Carlos ao ver que a porta estava trancada se aproxima da televisão e do aparelho de video que estava embutidos na parede, dando espaço apenas para se colocar a fita, para evitar roubo.  Ele enfia a fita no aparelho como se aquilo o tivesse arrancando a própria pele.  Carlos pega o controle e aperta o play. Uma multidão numa festa, muita música e barulheira. Até que Carlos consegue definir alguém entre as pessoas. Era Yomiko e Eduardo. Abraçados. Lineu aparece na frente da camêra falando:
- Aqui está os grandes realizadores disso tudo. Yomiko Crof e Eduardo Mendes.
Eduardo sorrindo olha para Yomiko. Yomiko também sorri muito.
- Estamos muito felizes com isso tudo. - Diz Yomiko sorrindo. - É um sonho que se realiza. Eu amo muito...o Eduardo é tudo pra mim.
Eduardo chorando e ficando vermelho de raiva e rangendo os dentes nem percebe o corte que teve na fita. E continua a ver. Eduardo fala:
- A Yomiko representa pra mim uma mulher digna e forte. Sempre... amarei ela.
Os dois se beijam,os dois no rosto um do outro mas para um marido ciumento aquilo era o beijo mais quentes que poderia se ter. Carlos aperta pause quando a camera focaliza em Yomiko. E se aproxima da televisão. Caindo num choro pesado. Ele encosta a mão na tela da televisão.
- Você vai se arrepender do que fez Yomiko. Eu juro que gastarei minhas ultimas energias para poder transformar a sua vida e a vida de suas filhas num inferno!!!! Ele bate contra a mão contra a televisão. Quebrando o vidro e machucando a mão. O guarda chega correndo e bate o cacetéte  em Carlos e o leva preso.

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