Yan se aproxima do prédio onde era morada de Murillo e Lauro. Ele se aproxima do porteiro e fala mostrando o distintivo.
- Sou Yan Sern Sednem. Sou o policial de Oculam e vim investigar o sumiço da esposa de Lauro Cardoso. O senhor Murillo e o senhor Lauro estão me esperando.
- Espero um minuto.
Diz o porteiro ligando para o apartamento dos dois. Yan olha com calma para o apartamento no quinto andar. E se perguntava o que encontraria? O que tinha acontecido aquela mulher?
- Eles mandarão subir. Seja rápido. Disseram que estão perdendo um compromisso importantissimo.
Yan não perde tempo e enquanto o porteiro falava ele já apertou para o elevador subir. Depois de um tempo a porta do elevador se abre e Yan entra. O ar condicionado gelava seus ossos fazendo ele esfregar as mãos para se esquentar. A porta do elevador se abre novamente dando passagem para um corredor escuro.
Yan treme de frio ou de medo. Desde manhã estava com um pressentimento ruim. Será que era isso? Ele bate na porta de número dois. E ela se abre com o olhar frio de Lauro.
- Bom dia senhor Yan.
- Bom dia Lauro. Desculpe atrapalhar o serviço de vocês. Mas é extremamente importante para o caso dos desaparecimentos eu investigar cada casa. Pelo o que o porteiro disse no relatório ela chegou em casa era de noite e não saiu mais. Quando vocês chegaram ela já não estava aqui.
Yan enquanto falava andava pelo apartamento e encontra Murillo sentado no sofá com clara raiva por estar ali naquele momento. Yan olha a porta sem sinais de arrombamento, apenas a porta estava rachada.
- O que aconteceu aqui?
- Não sei. Já estava assim quando chegamos.
- Não me parece arrombamento. - Fala Murillo pela primeira vez. Yan olha interessado para a porta.
- Me parece que alguém bateu algo muito pesado contra a porta? Mudança de algum vizinho deixando algum movel bater na porta de vocês.
- Talvez. - Diz Lauro serio. - Não conhecemos muito os vizinhos. E estão sempre mudando desse prédio.
Yan se vira para o chão seguindo o caminho da entrada e seguindo para a sala. E de repente encontra um caco de vidro no canto do chão. Ele o pega e fica de frente a parede coberto por um quadro, um pouco menor que o espelho de antes. E que deixava isso claro para Yan graças uma marca de poeira maior que o quadro.
- Tinha um espelho nesse lugar. O que aconteceu com ele? - Pergunta Yan se virando para Murillo.
- Resolvemos trocar. Nunca gostei de um espelho na sala. Coisa mais esquisita. - Responde Murillo sentado.
Yan para a surpresa deles retira o quadro do lugar e vê a marca na parede.
- Que marca é essa?
- Não sei. - Fala Lauro tomando o quadro de Yan já nervoso.- Já estava ai quando chegamos.
- A tinta do apartamento é nova. Porque não pintaram esse desenho também? - Pergunta Yan irritando mais ainda os dois homens.
- Senhor Yan, eu mais do que ninguém quer minha esposa de volta. E você está desconfiando da gente? - Pergunta Lauro descontrolado. Murillo com calma toma parte do assunto.
- Ele não está nem pensando nisso meu neto. Você não sabe que os sequestros estão acontecendo em todo o mundo. Aposto que não damos conta de sequestrar todo o mundo.
- Aposto que não senhor Murillo. - Fala Yan tirando uma maquina fotografica do bolso e tirando foto do desenho.
- Ei. O que você pensa que está fazendo? - Pergunta Lauro nervoso.
- Poderia se retirar policial. Meu neto está muito tenso graças ao desaparecimento da esposa.
- Claro senhor Murillo. Já peguei o que vim buscar.
Yan sai do apartamento com um sorriso no rosto. Tinha pegado o fio da meada.
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