Suzana no meio do oceano nadava agarrada a uma mala velha. A sua volta várias pessoas também agarradas a outros objetos flutuantes nadava na mesma direção. Suzana sentia frio, medo e fome. Mas suas pernas apesar da dor horrível continuava a bater mecanicamente, como se a pobre garota tivesse as programado para só parar de bater quando chegasse em terra. Ela tremendo de frio fala triste:
- Parece que nunca chega.
Ao seu lado um rapaz diz:
- Sabia que podemos estar nadando para longe da terra e para o meio do oceano? - Diz ela com um sorriso tremido de frio.
- Isso é muito animador. - Diz Suzana demonstrando que não estava com bom humor.
Mas o rapaz continua.
- Você não viu que tinha muita gente a mais quando caímos na água. Agora não resta dez pessoas. É que além das pessoas que não conseguiram sobreviver alguns começaram a nadar para direção contraria a nossa.
- Será que meu namorado pode estar nadando para o outro lado? - Pergunta Suzana esperançosa.
- Se você tiver visto ele no meio do povo quando caímos ele pode ter um chance. Mas se ele tiver ido para outra direção vai ser complicado. É ele ou agente que vai sobreviver.
Suzana prefere ficar de boca calada e continuar a nadar. Mas de repente atrás de si ouve-se um grito. Todos olham para trás. Suzana conta rapidamente. Alguém dos onze tinha desaparecido. Atrás de todos algumas borbulhas.
-Ela está se afogando.
- Ninguém grita assim quando está se afogando. - Fala o rapaz. Quando uma moça que estava atrás de todos grita também afundando como se estivesse sido puxada para o fundo, o jovem puxa Suzana falando: - Nade! Rápido!
Suzana não olha mais para trás. Apenas ouve os gritos de todos que eram afundados pelo o que quer que seja. Suzana chorando apenas via o rapaz na frente que de vez em quando olhava desesperado para trás.
- Eu não vou conseguir!
- Nade!
Suzana solta a mala e começa a nada e atravessa o rapaz que de uma vez é puxado. Suzana chorando para no meio do oceano e chorando apenas esperava para ser puxada para morte certa. Ela chorava enquanto tentava ficar na superfície. Mas de repente ela sente algo prendendo seu tornozelo. Só dá tempo dela prender a respiração para ser puxada para o fundo do oceano. Ela em meio as borbulhas tenta olhar para baixo. O sal da água arde seus olhos mas ela só consegue ver um cilindro metálico no fundo do oceano a puxando por um tipo de garra. E puxa ela para dentro de um buraco naquele tipo de submarino e ela cai dentro da nave em cima de uma grade de ferro. A água que vinha junto é escorrida para de baixo da grade. Suzana se levanta com dores por todo o corpo. E só dá tempo de ver todos os que estavam a nadar com ela assustados recuados num canto, num tipo de prisão, com o chão apenas as grades, e nas paredes barras de ferro os separavam da escuridão profunda. Suzana fecha os olhos desmaiando de cansaço e dor.
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