sexta-feira, 8 de abril de 2011

13 de março de 2025 - quinta-feira - 18:00 - Tribunal Oculam

Sebastian se olha no espelho no banheiro. Jamais pensou que no Brasil teria que dar esse pena para uma pessoa. E sem duvida essa seria a pena dele. A vida de um homem estava nas mãos de sete pessoas. Sete pessoas que estavam escutando aquela história pela primeira vez. Com o celular na mão e ainda se olhando no espelho Sebastian ele vai até a agente e aperta no nome: "Mendes, Leonardo".
- Alô Leo?
- Sebastian? E ai? Acabou o julgamento?
- Não. O veredito vai ser dado agora. Carlos pegará a pena máxima.
- Pena de morte.
- Não acho justo. - Fala Sebastian triste.
- Agora é Sebastian. Foi decidido no parlamento. Pena de morte é aceita agora no Brasil. E se o juri decidir assim, ele será morto com injeção letal. Esse é o seu trabalho.
- Obrigado Leonardo. Era exatamente isso que precisava ouvir.
Sebastian desliga o telefone. Um arrependimento muito grande estava em seu peito naquele momento. Na Faculdade era Sebastian que tinha conseguido fazer Leonardo mudar de idéia sobre a pena de morte. E agora vendo acontecer isso ao vivo na sua frente era bem complicado. Lembrou de Yomiko falando sobre a mãe de Carlos. Já ouvia as histórias de Carlos Tedesco desde que era delegado. Foi um dos poucos bandidos que não tinha conseguido prender. Mas nunca pensou na família dele. Na mãe dele, na mulher dele, nas filhas dele.

Yomiko do lado de fora olhava para a janela. Carlos iria morrer? Seria o fim daquele homem na qual ela dividiu sua história? O que era o fim? O que tinha depois? De repente na frente da janela surgiu o rosto de Suzi, calmo e tranquilo.
- Mamãe. Você está bem? Alicinha quer falar com você?
Yomiko se vira e o rosto preocupado daquela mulher aparece.
- Vocês precisam ser fortes. - Diz ela se encaminhando do meio da multidão para próximo deles. - Yomiko, o Carlos não está nada bem. Alguém falou algo para ele?
Riti que estava próxima fala:
- Vendo a filha falar daquele jeito dele, é lógico que o cara não vai tá bem Alicinha.
Alicinha se senta junto deles.
- Não é isso. Ele antes do julgamento começar ele está estranho. Está outra pessoa.
- Eu sei o que foi. - Fala Suzi olhando firme para a mãe. - A Bárbara editou um vídeo da inauguração do restaurante fazendo com que parecesse que você Eduardo tinha algo com a minha mãe.
- O que? - Fala Eduardo escandalizado abraçado a Riti. - Como assim Suzi? Explica isso direito?
Yomiko não estava bem. Alicinha segura o braço da amiga que parecia que a qualquer momento iria desmaiar.
- Eu sabia que aquela menina não era confiável. - Fala Riti nervosa.
- Cadê a Bárbara? - Pergunta Alicinha nervosa. - Vamos conversar com ela. Talvez podemos fazer algo. Esclarecer as coisas...
Mas era tarde. Bárbara vinha do corredor do banheiro ao lado de Sebastian que vai para o seu lugar de juiz e fala serio.
- Todos se sentem para o júri dar seu veredito.
Todos se sentam e as sete pessoas se encaminham para os bancos do júri. E Carlos entra acompanhado de um policial e se senta no banco dos réus. O juiz se levanta e fala alto.
- Júri! Qual é o seu veredito?
Yomiko coloca a  mão no peito. Ela se desespera. Suzi abraça a mão. Não poderia ser verdade. Suzi olha para Bárbara do seu lado. Um choro amargo descia entre seus olhos fechados e sua boca trincada.
Uma das pessoas do júri se levantam. Uma mulher de cabelos negros enrolado descia sobre o terno preto em cima do vestido verde claro liso. Seus olhos negros fala com voz seria.
- O júri decidiu que Carlos Tedesco é condenado a morte pelo sequestro, assassinato, genocidio, latrocinio e estrupo de varias pessoas de Oculam.



As coisas aconteceram rápido. Suzi gritando aos berros contra Bárbara. Carlos sendo retirado da sala de juglamento por Yuri enquanto ele chingava e gritava. Yomiko tudo. Eduardo tentava controlar Suzi. Riti tentava tirar Bárbara daquele lugar. O juiz Sebastian sai da sala jogando o martelo no chão. Ele cai lentamente no chão. Enquanto no corredor. Eduardo que desiquilibrado gritava e se debatia consegue pegar a arma de Yuri e atira nele. Antes que outro policial pudesse chegar perto dele. Ele pega a chave no corpo de Yuri que sangrava no chão e solta suas algemas. Ele atira em mais dois policiais e sai para fora do tribunal.
A multidão que gritava em desespero do lado de fora assiste ele matar mais dois policiais e pegar um outro policial de refém e entrar dentro de um dos carros e sair em disparada pelo carro. Walter chega na rua do tribunal e vê as varias viaturas correndo atrás do carro e corre até Yomiko que saia do tribunal em choro.
Os vários policias cercam o carro e se deparam apenas com o corpo do policial que ele pegou de refém morto no carro. Ele estava vazio.

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