Walter bate mais uma vez na porta da grande mansão de Carol. Parte dele torcia que o médico de Carol fosse um médico de verdade, vitima da tragédia na Faculdade de Medicina de Oledasep, que o diploma dele fosse verdadeiro e que o histórico dele tivesse apenas sido queimado na faculdade. Mas tudo indicava ao contrario e o trabalho de Walter era investigar.
Walter bate mais uma vez na porta e aquele mordomo pálido de Carol abre a porta novamente ao vê-lo ele vira-se dentro da mansão e grita.
- Dona Carol! Aquele policial está aqui na porta novamente!
Carol desse as escadas nervosa.
- Antyany se gritar mais uma vez desse jeito eu juro que será seu ultimo dia nessa casa.
- Desculpe dona Carol.
Carol descia as escadas ao lado de Alceu.
- Bom dia Carol. Fiquei sabendo que sua filha veio morar com você?
- Sim senhor Walter. Mas vamos logo ao assunto. - Fala Carol nervosa. Mas Alceu entra na frente.
- Suba Carol. Eu resolvo isso!
Walter estranha o comportamento de Alceu. Como um médico falava assim com uma paciente e cliente. Será que o pagamento dele estava além do enchimento da conta bancaria. Carol obedecendo sobe as escadas novamente. Alceu sai para fora e fecha a porta.
- O que o senhor quer Walter?
- Vim lhe fazer novas perguntas. Andei investigando seu caso, e queria saber se você conhece esse homem senhor Dhu?
Alceu abre um sorriso e vê as fotos que Walter mostrava.
- O senhor andou investigando muito bem, não foi senhor Walter?
- Quem é esse homem?
- Esse é meu colega da faculdade. Mas não o conhecia tão bem.
- Nunca vi um padrinho não conhecer tão bem o próprio pai do afilhado. - Fala Walter secamente.
- Eu não conhecia bem o pai do garoto. Conhecia a mãe. Virginia era uma ótima mulher que batalhou muito para dar conta de criar o filho sozinha. Ela ia grávida na faculdade ver Kenny e eu a conheci e viramos grandes amigos.
- Só amigos?
- Só amigos. Ela era uma mulher grávida. O que acha?
- Não sei. Você tá namorando sua paciente vitima de queimadura.
- Vou pedir que se retire daqui imediantamente senhor Walter. - Fala Alceu já nervoso. - Você não tem mandado tem?
- Não Alceu. Não tenho mandado. Mas já consegui o que vim buscar.
Walter sai da grande mansão e Alceu entra na casa. Alma nervosa o prende contra a parede.
- Está louco Alceu? Você viu o jeito que falou com a Carol. Ela está trancada lá dentro daquele quarto.
- Eu tenho mais o que me preocupar do que uma mulherzinha nojenta. Eu posso ser preso Alma.
- Por isso você tem que dar logo seu golpe de mestre.
- Que golpe?
Alma fala no ouvido dele e logo ele estava batendo na porta do quarto de Carol.
- Amor? Carol?
- Está aberta?
Alceu abre a porta com calma. Carol estava chorando.
- O que foi querida? Ficou preocupada com o policial?
- Sim. É claro. Tenho medo de perder tudo que consegui.
Alceu se senta na cama e beija Carol.
- Eu tenho um jeito disso não se acabar.
- Como Alceu?
- Eu tenho que falar logo. Eu não sou médico.
- Como assim não é médico?- Fala Carol espantada.
- Eu estudei até algum tempo. Mas não peguei meu diploma. A faculdade como te falei pegou fogo antes de eu concluir. E falei para todos que meu diploma tinha pegado fogo como os outros. Mas aprendi tudo o professor é que bombou no ultimo mês porque não foi com minha cara. Você confia em mim Carol?
Carol não tinha como não confiar, os labios de Alceu falava aquelas coisas enquanto ele beijava seu pescoço causando-lhe arrepios.
- É claro que confio.
- O Walter está descobrindo tudo e eu posso ir para cadeia.
Carol assustada olha para Alceu.
- Não. Eles não vão te prender. Eu não vou te deixar. Eu vou deixar.
- E tem como. É só agente fugir para os EUA. Vamos nos casar em Las Vegas.
- O que?
- É o único jeito. - Fala Alceu em desespero.
- Ok. Vamos. Mas e minha filha?
- Deixe ela com o pai. Ela nem gosta de ficar aqui. Não vê que ela saiu logo que chegou do colégio?
- Eu não posso deixar minha filha.
- Não podemos leva-la.
- Sem ela eu não vou. - Diz Carol séria.
Alceu percebeu que a unico jeito era aquele. E volta a beijar Carol.
- Tudo que você quiser meu amor. Tudo.
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