sábado, 23 de abril de 2011

A Faculdade de Ciências de Oculam é aberta.

Finalmente os horríveis estouros e barulhos tinham parado. Joe debaixo de sua mesa de jantar olha para sua filha. Ela sorria, ela ria gostosamente. Não estava entendendo o que estava passando. As duas empregadas ao seu lado também sorriem com a graça da menina. Joe sai de baixo da mesa e vê sua bonita sala de jantar totalmente destruída. Cheio de estilhaços da rua, vidros quebrados e buracos enormes nas paredes.
- Calma senhor Joe. Isso se resolve. - Diz Zilda colocando a mão no ombro do patrão carinhosamente. Margarety segurava Cecilia nos braços.
Joe demonstra que não estava preocupado com isso.
- Tenho achar Joe e arrumar um jeito de ligar para a Suzi. Se ouvir essas noticias na televisão vai ficar muito preocupada.
Joe olha pela janela tudo estava escuro e sombrio na rua. Pequenos choros e gritos de desespero se faz ouvir no silencio que estava aquela noite. Em meio a rua esburacada alguns carros parados, pessoas no meio da rua tentavam se acalmar. Joe, Zida e Margarty segurando Cecilia atravessam a sala que estava com um enorme buraco no chão e no fundo a larva já se secando. Joe olha estranhando e vai para a rua. Na porta da casa encontra Jorge muito assustado ao lado de Cristiny.
- Joe! Você está bem? A Cecilia? O Arthur?
- A Cecilia está aqui. - Diz Joe chocado olhando a sua rua da casa. - Mas o Arthur não sei aonde está. E o Cristian?
- Também não o vi. Devia estar no curso a essa hora.
Um policial na rua gritava alto para todos ouvirem:
- Todos por favor se encaminharem para a prefeitura. Os feridos fiquem em seus lugares que alguns médicos com macas os levaram para o hospital.
Joe olha para os médicos e enfermeiras suados de tanto correr com ajuda de macas improvisadas levavam feridos para o hospital.
- Não tentem levar os feridos para o hospital por conta própria. - Diz Cipriano, um dos mais famosos médicos do hospital que com a manga da camisa suja de sangue e todo suado tentava gritar para todos e já estava começando a ficar rouco. - Os médicos iram examina-los.
- O que vamos fazer senhor Joe? - Pergunta Zida esfregando a cabeça.
Joe olha para Jorge e fala:
- Vamos para a prefeitura. Se Arthur e Cristian não estiverem lá, vamos procura-lo.
Foi uma cena aterradora que Joe nunca tinha visto antes. Milhares de pessoas se recuperando do choque indo para a frente da prefeitura. Lá em cima, o Juiz Sebastian, Yan e Leonardo se preparavam para fazer um discurso. Quando todos se aproximam Leonardo começa a falar.
- Eu sei que todos estão assustados! Oculam foi totalmente destruida. Mas vamos tentar manter a calma para todos podermos saber o que está acontecendo. - Diz Leonardo para acalmar as vozes e choros do povo. - A primeira noticia não é boa. Não foi só Oculam que foi destruida. O mundo todo foi destruido por metoritos.
- De onde isso veio? - Pergunta uma mulher desesperada com a filha no braço.
- As ultimas noticias vinheirão a alguns segundos antes da energia e de todas as baterias darem curto. - Diz Sebastian entrando na frente. - Cientistas do mundo todo tentavam advertir a sociedade sobre isso. Mas o governo dos maiores pontos terrestres, não de Oculam, acharam melhor não alertar. Um erro como vimos hoje.
- Quer dizer que eles simplesmente decidiram deixar o povo sofrer o ataque e morrer? - Pergunta Joe nervoso.
- Deixa eu esclarecer uma coisa. Não foi o caso o caso de Oculam. Os cientistas de Oculam não advertiram as autoridades de modo nenhum. - Diz Yan. - Fomos pegos de surpresa como todos vocês.
-Falando nisso senhor policial. - Diz um dos homens. - Porque só na Faculdade de Ciências  tem energia? Nem geradores funcionam.
- A minha equipe já está cuidando disso senhor. Infelizmente os cientistas de Oculam se trancaram no prédio e se recusam a sair.
Joe olha para Jorge e fala:
- Eles não estão por aqui. Vamos procura-los Jorge.
- Vamos. - Jorge vira-se para Cristiny. - Fique aqui Cristiny e fique perto da Cecilia.

Longe dali na Faculdade um grupo de policiais gritava com a porteira que ficava na frente do portão.
- Senhora não é mais questão de trabalho! Oculam foi destruida e a faculdade de Oculam é a unica que está com energia! Estamos apenas fazendo o nosso trabalho.
- Você está fazendo o seu trabalho de tentar entrar! E o meu trabalho é não deixar!
- Somos a policia e serei obrigado a isso senhora! - Diz um dos policias. O policial chuta a porta. A mulher cai sentada no chão. Todos os policias vão para entrar. Mas para a surpresa de todos a porteira do prédio arranca uma arma das mãos e atira no policial na cabeça. De primeira todos os policias ficam surpresos e correm para trás. Mas quando ela atira no segundo policial o matando também, todos os outros começam a atirar na mulher. Ela cai morta no chão. Um outro policial grita para o outro:
- Vai falar para o Yan vir aqui! Agora! - O policial mais novo sai correndo pela rua enquanto uma tropa de policias vão invadindo o pátio da Faculdade de Oculam de Ciências com todo cuidado e com a arma carregada para qualquer eventualidade. O policial que tinha tomado a frente caminha e arrombando a porta das salas e vê que estava tudo vazio sem ninguém.
- Vasculhem cada canto.
- Sim tenente Daniel.
Todos os policiais se separam vasculhando cada canto. De repente a energia da Faculdade se desliga. Daniel olha assustado e engatilha a arma.
- Alguém mexeu em alguma coisa? - Grita Daniel para um segundo policial. Ele faz cara de que não sabe. De repente um grito, dois gritos, tiros, mais gritos de policias. Daniel corre para fora junto do segundo policial pelo corredor. Varios outros policias também correm.
- É no segundo andar! Correm! - Diz um outro policial.
Daniel sobe as escadas com a arma apontada firme mas se depara com uma cena assustadora. Da porta que sinalizava que tinham chegado no segundo andar descia pelo chão debaixo da porta um rio de sangue que descia os degrais da escada. Todos os policias param assustados para aquela cena. De repente um baque na porta. Outro baque mais forte. Todos os policias engatilham a arma apontando para o que quer que seja que estaria querendo abrir aquela porta. Quando a porta se abre a escuridão não deixava ver nada. Mas de repente o ultimo cara que estava no fundo da escada, só começa a ouvir gritos e tiros iluminando a escadaria como se fosse um show de luzes. O jovem policial apenas desse as escadas correndo com medo do que é que tivesse fazendo aquele espetaculo de horror. Ele sente molhado suas costas, ele passa a mão e desse para o primeiro andar encostando a mão na porta com medo. E  quando vê que era sangue começa a correr mais ainda, dessendo as escadas para o terror mas quando encosta a mão na massaneta da porta, algo agarra seu pé e o puxa dando tempo dele soltar o ultimo grito:
- Não!!!!

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