Sakuia, Arthur e Sergio estão ainda dentro do casarão dos pais da Ana Paula que eles descobriram que na verdade era um extreterrestre que veio de outro planeta para transformar os humanos em escravos no seu planeta natal.
- Eu deveria desconfiar. A primeira menina que me dá bola na escola. É uma E.T. - Diz Sérgio nervoso sentado num dos cantos o que deveria ser a sala de estar se tivesse moveis na casa.
- Sérgio, eu nunca te dei bola na escola. - Fala Ana Paula, que estava vigiando seus antigos amigos sentada numa cadeira.
- Além de ser E.T agora é metida. - Diz Sérgio virando a cara chateado.
Sakuia que já estava nervosa andando de um lado a outro fala:
- Ana Paula, vocês podiam negociar algo com o governo. Sequestra a filha do presidente e pede um resgate. Porque não?
Ana Paula vira o olho vendo a idiotice que a menina tinha falado.
- Sakuia, seu dinheiro não vale no nosso planeta. E não se preocupe agente também vai pegar o ouro que vocês tem aqui. Que é o que vale lá em Aiticidup.
- Não dá para acreditar que você vai fazer isso com agente Ana Paula.- Diz Arthur que também estava chateado.
- Arthur eu estou fazendo o melhor pra vocês. Vocês ficando aqui não correm riscos lá fora.
- Que risco seria maior do que ser sequestrado por E.Ts para ser usados de escravos em outro planeta? - Pergunta Sérgio.
Mas de repente a porta é aberta. Eles veêm a cidade de Oculam toda esburacada destruida, prédios ao longe pegavam fogo ou desmoronavam. E em meio aquilo tudo mais três pessoas são jogados do lado de dentro da casa. Uma senhora de idade, um rapaz machucado, e outro com um tipo de algemas.
Atrás deles entra Craly, mãe de Ana Paula. Ela com uma arma na mão ria do susto de Sakuia, Arthur e Sérgio.
- Você tem que ver como está lá fora minha filha. - Diz Craly fechando a porta. - Me arrependo por não ter pego uma nave maior. Logo seu pai vai trazer um carregamento maior.
A senhora de idade meio chorando, corre ao auxilio do filho que estava caido com a perna sangrando, como se tivesse levado um tiro. O outro rapaz caido no chão tentava se levantar, mas com as algemas era meio difícil. Sakuia corre e o ajuda a se sentar no chão.
- Vocês estão bem? - Pergunta ela. Arthur e Sérgio vendo que Sakuia foi ajuda-los também sai de seu estado de choque e corre para ajuda-los.
- Estou. Ajude meu irmão e minha mãe.
- Eles já estão sendo cuidados. - Diz Sakuia olhando para a mão do rapaz. Era uma algema simples daquelas de plastico. Ela o solta facilmente.
-Muito obrigado moça. - Diz ele sorrindo para Sakuia. Ele corre ao auxilio do irmão e dá mãe.
- Meu filho! Fique calmo! Por favor! - Gritava a senhora.
- Eu tó calmo mãe. - Diz o outro jovem que sentia dor. Mas estava muito mais calmo que a mãe.
- O que agente faz? - Pergunta Sérgio assustado olhando para tanto sangue na perna dele.
- Eu fiz primeiros socorros. - Diz o próprio rapaz de perna ferida. - Vocês vão fazer o que eu falar pra vocês. Primeiro o negocio é ficarem calmos. Vocês estão calmos?
O rapaz olha para Arthur e Sérgio que pareciam que iam ter um ataque cardíaco.
- É melhor vocês dois se sentarem. Moça, poderia me ajudar, você e meu irmão?
- Claro. - Diz Sakuia e o irmão.
- Pedro segura firme minha perna. Não deixe ela mexer mais do que já mexeu.
Sakuia olha Pedro com coragem segurando a perna do irmão. O rapaz olha para Sakuia falando.
- Agora você garota. Rasgue as pernas da minha calça, para usar de torniquetes.
Sakuia rasga, e o rapaz vendo que ela quase ia rasgar toda sua calça fala:
- Não precisa de tanto pano.
- Ops, desculpa.
- Ok. Agora corta em duas faxas. Uma amarra em cima do tiro e outro em baixo.
Arthur e Sérgio viam tudo ao lado da senhora que não parava de chorar.
- Peguem um pedaço de taboa podre...
- Não é taboa podre. É só ilusão. - Diz Sakuia.
- Como assim?
Sakuia olha para Ana Paula, que até aquele momento via a cena paralisada.
- Isso é uma nave. Agente é Ete. E sequestramos vocês pra trabalhar como escravos em nosso planeta.
Pedro ri.
- Isso é brincadeira né?
- Não. Não é. - Fala Arthur.
- Bem que eu queria que fosse. - Fala Sérgio assustado.
- Então se isso não é taboa, não podemos fazer mais nada. Seria um risco maior tentar tirar isso da minha perna.
- Agora é ficar calmo, como você fala Paulo. - Diz Pedro arrastando ele para o canto da parede junto de Arthur, Sérgio e a senhora mais velha.
- Vocês estão aqui a quanto tempo?
- Desde hoje de manhã. - Responde Sérgio.
- Vocês devem estar com uma fome danada garotos. - Fala a senhora preocupada.
- Se estamos. - Diz Arthur.
Ana Paula que ouvia a conversa fala:
- Porque vocês não falaram logo?
Ana Paula se levanta e aperta uns botões que ela só via na parede de madeira podre. De repente o chão se abriu e uma mesa cheia de bolos, frutas e sucos sobe do buraco que se abriu ao chão.
- Comem logo, que depois que os outros chegarem não vai ter tempo.
Todos caem de boca na comida. Até que Sakuia arrisca.
- Ana Paula, aproveitando que você está boazinha. E nossa família? Não vai dar para capturar ela também não?
- E minha filha, a essa hora já devem ter sido capturadas por outro grupo ou sido devorados pelos monstros.
- Monstros? - Pergunta Arthur, Sérgio e Sakuia assustados.
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