Sakura dentro da igreja do bairro um dos poucos lugares que não tinha sido atingido pelos meteóros que já tinham parado de cair. Ela segurava seu filho enquanto olhava alguns homens cuidavam de feridos, carregando eles para dentro muitas vezes com o braço mesmo. Mas naquele momento ela via hipnotizada Terency e Cleber junto de vários homens segurando um homem para o médico da cidade amputar sua perna. Uma pedra enorme tinha caido em cima dela esmagando-lhe, não tinha como salva-la. O homem no meio dos cortes e gritos cai morto no chão. O médico triste fecha o olho do morto. Todos se afastam, alguns chorando, outros traumatizados. Terency se aproxima de Sakura e abraça. Sakura não o abraça. Ele olha para ela e fala:
- O que foi? Ainda está encucada com a história de eu no quarto da moça? Ela tinha visto uma cobra e me chamou pra matar ela Sakura. E o irmão dela fica pensando bobeira.
Sakura olha bem para Terency. Como ele poderia ser tão cara de pau. Se por um acaso ele se mantesse calado seria mais fácil de Sakura perdoar. Mas naquele momento era bem difícil. Terency percebe que a desculpa não colou. Mas a ultima coisa que ele iria fazer era assumir.
- O que? Não está acreditando? Eu juro por Nossa Senhora Aparecida que é verdade meu amor. - Diz Terency olhando para a imagem na igreja. Sakura olha triste para o céu. De repente se ouve em meios aos trovões que começava a reinar pela noite um grito aparece em uma das casas. Sakura se levanta do chão. Vários homens se encaminham para lá. Sakura segura o braço de Terency para ele não ir. Pela janela da igreja Sakura vê os homens caminhando para a casa de onde veio o grito. Sakura com medo aperta a mão do marido. De repente todos os homens começam a correr de volta a igreja. Sangue pulava do começo daquela longa fila. Não dava para ver o que os atacava. Apenas os gritos e sangue. Terency e Sakura vendo que os homens estavam voltando para a igreja com aquilo os perseguindo eles saem correndo pela outra porta de trás. Terency e Sakura agarrado a Warren trancam a porta e se escondem atrás de um arbusto grudado na parede da igreja. De lá, pela fresta da madeira Sakura vê os homens se trancando dentro da igreja junto dos feridos e mortos na igreja. De repente o baque na porta. Cleber está lá dentro.
- Temos que ajuda-los. - Diz Sakura assustada.
- Fica quieta. - Diz Terency a segurando. Eles vêem com mais um baque na porta aquela terrível fera entrando. Alguns saem correndo pela porta. O monstro com aparencia de tigre misturado com um boi e com os olhos em chamas cheio de sangue na boca pula em um dos homens o devorando. Cleber consegue sair pela porta, mas varios feridos e alguns homens era o prato feito para aquela terrível fera.
- Vamos sair daqui! - Diz Terency levantando e indo na direção contraria ao do monstro. Subindo um morro que ficava atrás da igreja. Mas de repente o monstro terrivel pula das madeiras podres da igreja até a rua em cima do morro, na frente de Terency e Sakura. Sakura segura seu filho firme andando para trás com a mão grudada em seu marido.
Enquanto o monstro cercava suas próximas vitimas. Terency se abaixa pegando um galho na mão e sem tirar os olhos daquele terrivel monstro fala:
- Quando eu gritar, você corre Sakura. Vou tentar segurar o monstro.
- Não Terency.
- Não tem outro jeito. Já! - Sakura sai correndo. Terency vai pra cima do monstro ele pula em Terency, mas Terency segura aquelas mandibulas enormes com o groço galho de árvore. Terency em baixo do monstro sendo salvo apenas pelo aquele fragil galho de árvore do tamanho de sua perna e da groçura de seu tronco vê que com terror que sua única salvação estava rachando. Ele com único golpe de mestre com força empurra com toda força de suas pernas a barriga do monstro fazendo ele dar uma cambalhota e cair do outro lado, suas mandibulas arranca metade da madeira transformando o que Terency tinha em suas mãos uma lasca enorme. O monstro só espera mais Terency levantar para pular mais uma vez. Terency estica o braço qual estava sua lasca de madeira e o monstro pula para uma morte certeira. Sua boca tinha entrado a ponta da lasca de madeira saindo pela nuca do terrivel animal. Terency tira a lasca de madeira fazendo o monstro dar seus últimos megidos.
Terency larga a lasca de madeira assustado no chão. E sai correndo na direção aonde sua esposa tinha sido presa. E vê na rua apenas uma enorme cabana. Ele corre até lá quando de repente um homem abre a porta. Não era nenhum homem conhecido que ele tinha visto nas festas daquela cidade. Era um homem alto com pele bronzeada e cabelos preto,curtos e escorridos. Seu olhar não demonstrava medo, e sim um sorriso assustador, maníaco.
- Vedo che ha distrutto il mio mostro. Vejo que você destruiu meu monstro.
- Chi sei tu? Dov'è mia moglie? Quem é você? Onde está minha esposa?
De repente Terency sente duas mãos frias o segurando em cada braço. Ele se vira e vê mais dois homens quase com a mesma aparência do outro o segurando.
- Entri Lascia che ti mostri. - Entre, deixe te mostrar o lugar.
O homem falava como se Terency tivesse escolha. Ele abre a porta e os dois outros homens levam Terency para dentro. Chorando segurada por outro homem estava Sakura chorando sem seus filhos nos braços.
- Terency!
No meio daquela cabana cheia de feno sentado em um banco estava um homem branco de cabelos pretos e naris pontudo. Ele não estava tão feliz como o outro. Do seu lado, uma linda mulher morena de cabelos pretos como os dos rapazes e olhar verde segurava Warren.
- Lascia andare il mio figlio! Che cosa vuoi? Deixem meu filho! O que querem! - Diz Terency nervoso tentando se soltar dos brutamontes que o seguravam.
- Não precisa falar italiano meu caro. Sabemos todas as linguas. - Diz o homem que estava sentado se levantando. Terency assustado para de lutar. - Seu filho será agora criado por minha mulher. E vocês se eu conseguir a autorização seram meu servos.
Sakura olha assustada para Terency. Não podiam fazer mais nada. O homem olha para o que segurava Terency e fala sério.
- Vá procurar outros. Não posso chegar em Aiticidup com dois escravos e um bebê.
Nenhum comentário:
Postar um comentário