Suzi dentro do jato bebia o champagne que um elegante garçom servia admirada. Walter chega da cabine e fala com um grande sorriso.
- Daqui a pouco chegaremos Suzi.
- Mau posso esperar para ver minha irmã. Se não fosse num caso tão especial como esse eu diria que ficaria nesse jato minha vida toda.
- Pois aproveite Suzi, o resto do caminho vai ser muito mais duro que esse.
- Mas como a policia de Oculam conseguiu verba para uma viagem dessa? - Pergunta Suzi interessada. - Esses dias vocês não estavam pedindo verba para o prefeito?
Walter fecha seu sorriso e fala:
- Essa expedição está sendo patrocinada pelo marido da Suzam.
- O Lauro? - Pergunta Suzi assustada quase cuspindo o champagne. - Mas ele não deu noticias desde o desaparecimento dela.
- Ele é muito preocupado Suzi. Sempre perguntou sobre ela e pressionou muito agente para ter noticias da sua irmã.
Suzi se senta estranhando de novo. E olha sorrindo para os outros passageiros do jato. Uma linda mulher com aparência asiática. E um cara de óculos loiro e cabelos escorridos. Walter percebe o seu erro de não ter apresentados.
- Suzi essa é Thy Saw Ngam. Uma geografa da Tailândia. Ela conhece os melhores caminhos para chegar a aldeia. Vai nos ajudar nessa aventura.
- Muito prazer senhorita Thy. - Diz Suzi apertando a mão da moça que olhava um notbook.
- Me chame de Saw. E o prazer é todo meu. - Diz falando português com um pouco de sotaque.
Walter aponta para o rapaz e fala:
- Esse é Sansão Menós. Um dos médicos do hospital de Oculam. Ele vai avaliar como está Suzam.
Suzi aperta a mão do rapaz também que elegantemente beija a mão de Suzi.
- Muito prazer senhor Suzi.
Suzi retira a mão com constrangimento. Saw olhando para Walter pergunta.
- Senhor Walter, porque o patrocionador da expedição não quis vir. Apesar de ser uma difícil viagem é impagavel a beleza do lugar.
De repente o avião dá um virada para direita fazendo Walter que estava em pé cair sobre Suzi e todos se jogarem para a direita também junto de bagagens e o computador de Saw. O avião volta ao normal após gritos de desespero dos viajantes. Saw ao ver o computador no chão vai a chão resgata-lo.
- Meu computador. Se quebrou. E agora?
O piloto pelo alto fone fala com pressa.
- Todos os passageiros apertem os sintos. Suzi larga a taça no chão e aperta seu sinto desesperada. Walter faz o mesmo. Menos Saw que se preocupava com seu computador.
- Saw! Vai se sentar!
Saw olha com as peças do notbook falando com tristesa.
- Você não entende. Sem esse computador será praticamente impossivel chegar a aldeia...
Mas um baque faz Saw ir para cima e cai no chão desmaiada. Suzi se solta do sinto e pega Saw e a coloca na cadeira.
- Suzi! - Grita Walter nervoso. De repente o avião com um barulho ensurdecedor fica de ponta cabeça fazendo Suzi descer como num escorregador indo para a cabine do piloto. Mas ela segura na porta do banheiro. Walter olha para trás e vê Suzi espendurada.
- Suzi segura minha mão! - Walter estica sua mão tentando alcançar Suzi. Suzi tenta se equilibrar colocando os pés na porta do cabine do piloto mas a porta se abre e Suzi vê com terror pela janela do jato entrando no oceano. A água pega Suzi a jogando para cima do jato, Suzi agarra a mão de Walter enquanto a água jogava tudo para cima enquanto o jato afundava no oceano. Quando finalmente Suzi consegue se equilibrar e nadar dentro do jato ela vai até Saw e a solta do sinto. Enquanto Walter se soltava e Sansão tentava abrir a porta.
O piloto e o co-piloto nadavam para o lado dos passageiros e ajudam Sansão a abrir a porta do jato.
Quando conseguem todos vão saindo. E Suzi vê o garçom sangrando desmaiado agarrado a uma cadeira um pouco ao longe deles. Ela tenta nadar para ajuda-lo. Mas Walter a segura e a leva para a superfície.
Um chuva fina caia e Walter segurava Suzi que gritava enquanto nadava.
- O garçom! Ele ainda está lá!
- Não tinha jeito Suzi. Ele já está morto.
Saw, Sansão e os dois pilotos chegam na margem do rio. Walter e Suzi chegam depois. Caidos cansados sobre a terra fria e embaixo da chuva fina Suzi olha Saw dizer com terror.
- Estamos perdidos. Não temos mapas, não temos nem perto da trilha. Estamos mortos! Mortos!
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