sábado, 9 de abril de 2011

O fim



Os olhos azuis de Suzi brilhavam pelas lágrimas presas. Olhando para o homem que era seu pai com aquele olhar de assassino, o blusa metade suja de sangue, e aquela arma na mão apontada ela e sua mãe, tudo iluminado apenas pela luz azul e vermelha da policia, e de vez em quando pelo refletor do helicóptero da policia.
- O você quer Carlos? Me matar? Destruir minha família? De novo? - Fala Yomiko corajosamente.
- Cala a boca Yomiko! - Ele se aproxima de Yomiko colocando a arma apontada para a cabeça dela. - Eu quero é que você repete o que falou no julgamento. Você nunca me amou! Você sempre quis foi brincar comigo, e com meus sentimentos.
Suzi grita aos berros.
- Para Carlos! Para!
Yomiko no limite fala nervosa para ele.
- Eu nunca te amei Carlos! Eu tive sempre foi dó de você! Eu tive pena de você foi por isso que eu transei com você naquela noite! Foi  por pena!
Carlos se afasta com a arma na mão e caindo num choro.
- Mãe não faz isso!
- Eu nunca quis nada sério com você! E você sabia disso! Você sempre soube! - Grita  Yomiko como se arma tivesse nas mãos delas. - Você que prefiriu fantasiar as coisas!
Suzi com medo fala:
- Foge pai! Pula a janela. Você vai encontrar meu carro no estacionamento. Atrás da minha casa. Na casa vizinha. Deixe agente em paz. Por favor!
Carlos nervoso olha para Suzi.
- Você saiu a sua mãe! Sempre pronta para tirar o melhor da situação. Sempre querendo tirar proveito de tudo. Manipulando as pessoas. - Carlos aponta a arma para Suzi.
- Não Carlos!- Grita Yomiko.
Suzi fecha os olhos e ouve um tiro. Vidros se quebrando. Outro tiro. Suzi abre os olhos. A janela quebrada do restaurante dava para ver Eduardo do outro lado. Carlos no chão com o braço sangrando e apontando a arma para Yomiko que caia no chão com a mão sobre o sangue que escorria de sua barriga.
- Mãe!!!
Mas  quando Suzi vai para socorrer a mãe. Carlos se levanta e a segura pelo braço.
-Vem comigo Suzi! Vem agora!
Varios policias entram no restaurante. Mas Carlos arrasta Suzi para o banheiro. Quebra a janela e taca Suzi pela janela. Que cai no quintal de sua casa. Carlos pula pela janela com o barulho dos policias entrando pela janela. Dentro do restaurante Yomiko se levanta com ajuda de Eduardo e olha os policias correndo pela porta do banheiro. Ele tinha fugido com Suzi. Não podia deixar. Yomiko se desvencilha do braço de Eduardo e corre pela rua e pega o primeiro carro de policia que via e vê o carro de Suzi saindo arrebentendo a cerca da casa dela e descendo a rua. Yomiko engata a viatura de policia e sai em disparada. Eduardo até tenta correr atrás do carro de Yomiko, mas era impossivel.



Os dois carros saem pela avenida correndo sendo seguidos pelo helicoptero de policia. Carlos dirigia o carro em alta velocidade enquanto Suzi em desespero gritava.
-Para esse carro Carlos! Para agora!
Yomiko sangrando no carro de trás tentava ao máximo alcançar o carro e salvar sua filha. Uma fileira de carros de policia a perseguia.
Mas Carlos só via um destino final. E era a ponte do precipio de Oculam. Suzi em desespero via o triste fim que teria e se joga contra o volante do carro. O carro capota e cai no precipicio do mesmo modo capotando duas vezes e caindo na correnteza do rio que cortava Oculam. Yomiko grita em desespero.
- Não filha! Suzi! - Mas não para o carro. Ela faz é acelerar mais e cai com o carro dentro do precipio atravessando o buraco que o carro da filha fez.
O carro de Yomiko cai na água também sendo levado pela correnteza logo começa a encher de água. Yomiko vê ao longe o carro de sua filha presa num monte de pedras mas afundando pouco a pouco. Yomiko com coragem sai do lado de fora do carro e pula na água suja do rio e se agarra ao carro que terminava de se afundar.
Ela mergulha e encontra a filha descordada dentro do carro. Yomiko tenta bater na janela do carro para a filha acordar mais não adiantava. Ela vai para abrir a porta do carro e consegue e tira a filha lá dentro a colocando na margem do rio. Suzi abre os olhos a tempo de ver com horror  Carlos saindo do meio da correnteeza forte a agarrar Yomiko  pelas costas e sendo levados pela correnteza.
Suzi se levanta aos berros.
- Mãe!!! Mãe!!!
Suzi corre pela margem do rio entrando na Floresta Negra tentando acançar a mãe e o pai que eram levados pela correnteza forte. Até que encontra a mãe morta na margem do rio. Ela cai chorando ao chão. Quando de repente ouve um barulho atrás de si. Suzi só agarra a pistola que estava perto do corpo da mãe e atira contra o proprio pai que cai no chão jogando pedaço de madeira que tinha para acabar com resto da família Crof. Carlos cai de joelhos no chão e de costas para o céu formando uma núvem fria. Suzi larga a arma no chão e agarra a mãe chorando.
Eduardo desse correndo a ribanceira e vê a cena.




Eduardo abraça Suzi que chorava aos berros. Yomiko estava morta. Carlos estava morto. E finalmente aquele terror tinha terminado.

No dia seguinte no enterro de Yomiko milhares de pessoas estavam ali. Suzi abraçada a sua irmã só conseguia em pensar como sua mãe lutou para conseguir salvar sua vida. Joe a abraça.

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