Eduardo na delegacia de policia em seu escritório organizava varios policias dizendo alto:
- Todos estão tentando chegar em casa. Vão todos para os pontos mais complicados dos transitos de Oculam e tentem controlar. Não usem armas, tentem controlar a situação.
Uma mulher chega correndo no escritorio de Eduardo.
- Chefe as linhas estão super carregadas. Tem ligações de todos os lugares. Tem alguns loucos no meio da Av. Capti, estão saqueando um supermercado.
- Meu Deus. - Diz Eduardo com calma. Ele vira-se para um dos policias e fala. - Ludovico. Vai com a Meg pra lá. Pode prender todos que conseguirem.
Maria Elizabeth chega ao escritório. Eduardo sai da frente de todos os policias e eles saem correndo do escritório para tentar organizar.
- Eduardo, teve noticias da Suzi?
- Não. Ainda nem uma ligação. E na televisão? Teve alguma noticia do que está causando a anoitecer tão cedo em Oculam?
- Não Eduardo. Mas não é só em Oculam. É no mundo todo. Todo o mundo está a noite. - Diz Maria assustada.
- Como isso pode ser possivel. Se um lugar está a noite, um lugar da terra tem que estar de dia.
- Mas não é bem assim. Isso não é a noite de verdade. Alguns cientistas dizem que pode ser um tipo de imagem que alguém está projetando para todos acharem que está a noite.
- Mais pra que alguém gastaria tempo e dinheiro para isso?
Eles param diante a uma janela e vê o enorme engarrafamento nas ruas de Oculam. Já sabiam a resposta. Era simplesmente para ter essa bagunça.
- Que cientistas que dizem isso?
- Do Rio de Janeiro, dos Estados Unidos, do Japão.
- E os nossos cientistas? Os cientistas de Oculam? O que dizem?
- Alguns reportes estão na frente da faculdade. Mas ninguém entra ou sai de lá a horas.
- Algum de nossos policias estão lá?
- Não Eduardo. Não sabia que precisava.
- Vamos pra lá. Aproveitamos e averiguamos a história do produto da padaria do Silvio.
- Ok. Mas vamos a pé. Qualquer veiculo para passar nessa rua está impossivel.- Fala Maria seguindo Eduardo descendo o elevador.
Eduardo e Maria correm pela rua onde milhões de pessoas gritavam de dentro de seus carros buzinavam e xingavam. Eduardo na frente corria tentando desviar das pessoas que simplesmente paravam para olhar o céu escuro no meio da calçada. De vez enquando se via um acidente de carro e um policial tentando resolver. Eduardo vê Cristiny desesperada correndo. Ao vê-la Eduardo vai até ela e fala:
- Cristiny! Vai pra casa! Fique com seu pai e seu irmão.
- O que está acontecendo Eduardo?
Eduardo sem tempo continua a andar enquanto Cristiny vai na direção contraria.
- Eu estou tentando descobrir. Vai pra casa.
Eduardo e Maria Elizabeth chegam na Faculdade de Ciências de Oculam onde um monte de reporteres e pessoas gritando tentavam entrar na faculdade a porteira trancando os portões tentava falar para o povo se acalmar. Mas era impossivel. Um policial sai do meio da multidão desesperado.
- Senhor Eduardo. O que nós vamos fazer? O povo pensa que é culpa dos cientistas o que está acontecendo. Estão tentando entrar no prédio.
Eduardo corajosamente sobe em cima de um carro e grita.
- Todos que não são reportes saiam de perto do portão da Faculdade. Eu sou o delegado dessa cidade e estou tentando resolver o assunto. Mas vocês estão atrapalhando. - Todos olham para Eduardo. E se controlam. Só uma senhora se aproxima de Eduardo e fala:
- Senhor, poderia sair de cima do meu carro.
- Desculpe senhora.
Eduardo desse do carro e se aproxima do portão ao lado de Maria. Ele se aproxima da porteira e fala:
- Senhora, poderia deixar eu entrar. Quero falar com alguns cientistas de Oculam.
- Me desculpe mas o chefe mandou ninguém entrar.
- Esse chefe por acaso seria Lauro e Murilo Cardoso? - Eduardo olha para trás de onde vinha a voz . Era Yan e Renata que se aproximavam.
- Yan? - Fala Eduardo surpreso e alegre por ver o colega de novo como o policial de antigamente e não um bebado.
Mas a alegria acaba quando a porteira fala:
- Não tenho a autorização para lhe dar essa informação senhores.
- Senhora? Você sabe quem é agente? - Diz Eduardo nervoso. - Somos a policia de Oculam. O mundo inteiro anoiteceu ao meio dia e temos e dever de entrar ai dentro e tirar satisfação com quem intende disso.
- Desculpe senhores eu estou apenas obedecendo ordens. E ao menos que vocês tenham um mandado não poderam entrar aqui.
A porteira vai embora. E logo varios reporteres começam a fazer perguntas para Eduardo e eles. Os quatro entram no carro de policia para se protegerem dos reporteres e Eduardo pergunta para Yan:
- Como assim o Lauro e o Murillo chefes da Faculdade de Ciências? Eles não são nem professores.
- Eles não eram donos de uma fabrica de cadeiras ou coisa assim? - Pergunta Maria assustada.
- Não. - Diz Yan. - Agente foi verificar. Não tinham nenhum Lauro ou Murillo trabalhando na fabrica.
- Dai voltamos para o apartamento deles e descobrimos alguns documentos da faculdade. Eles só podem estar fazendo algo ilegal ai dentro.
- Não pode ser. - Fala Eduardo contrariado. - O meu amigo Jim trabalha ai dentro. Se fosse algo ilegal ele falaria pra mim. Jim jamais faria algo ilegal.
- Então porque você não liga para esse seu amigo. Ele deve arrumar algum jeito de deixar agente entrar. - Fala Yan.
Eduardo olha apreêncivo. Sabia que Jim não atendia seus telefonemas a dias, ou a meses. Nem se lembrava. Mas pega o celular para tentar. Mas o celular está apagado.
- O meu celular acabou a bateria.
- Tente o meu. - Fala Renata intregando-lhe o celular. - Você sabe o numero de cor?
- Sei. - Eduardo pega o celular. Mas olha que o dela também está desligado. - O seu também.
Yan pega o seu celular e olha.
- O meu também está desligado.
- O meu também. - Fala Maria assustada.
Alguém bate no vidro do carro. Era Maura. Uma reporter amiga de Joe e que Eduardo conheceu a alguns dias.
- Eduardo o que está acontecendo? As batérias dos celulares, de carros e até as das cameras acabou.
Mas de repente algo mais assustado acontece. A energia de toda a cidade se apaga. Eduardo olha com medo para o único lugar que vinha luz. O prédio da Faculdade de Ciências de Oculam.
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