sexta-feira, 15 de abril de 2011

Um jantar a luz de velas.

Mariana olha pela janela da mansão de Ray. Tudo estava escuro.
- Mariana, venha me ajudar a acender essas velas se não o almoço não fica pronto nunca.
Atrás de si, Durval acendia varios candelabros de velas. Mariana vendo a cena corre e leva uma das velas para a sala de jantar. Aonde Rafael estava sentado a mesa ao ao lado de Graziella grávida. Ray ao lado de Juliana ria. Priscila triste olhava pela janela também.
- Acho que isso já deveria ter acontecido antes. A volta a época antiga onde ninguém tinha energia.
- Isso não me encomoda muito. - Diz Rafael se mostrando abalado. - Acho esquisito é o dia ficar noite assim tão rápido.
- Pode ser muitas coisas Rafael. - Diz Priscila. -  Desde um eclipse do sol ou uma simples bagunça no fusohorario. Dá para acreditar que graças aos astrologos podemos estar atrasados dias. Quer dizer, hoje sendo dezesseis. Poderia já ser dia vinte de janeiro.
- Cruzes.- Fala Graziella rindo. - Assim eu já teria trinta e dois anos. Não obrigada Priscila, prefiro acreditar que é fim do mundo.
Rafael beija a esposa fala:
- E nada melhor do que passar o fim do mundo do lado da esposa e do  meu pai. - Diz Rafael sorrindo enquanto o pai coloca mais um candelabro na mesa.
- Mas veja que baderna na rua. - Diz Priscila preocupada vendo um monte de gente gritando na rua. Carros parados e pessoas gritando. - Parece que todos os carros também pararam de funcionar.
Ray se levanta da mesa e vai olhar. Ele com cara preocupada fala:
- Estou preocupado com o Sérgio. Esse menino não para em casa. Vou ligar para ele.
Durval corre até o telefone mas fala pra ele:
- O senhor, o telefone não funciona.
Ray fica mais preocupado ainda. Rafael se levanta do lado da mulher e fala assustado.
- Senhor Ray, eu vou levar minha mulher até o quarto. Se não precisar mais de mim. Pai, poderia me acompanhar. Queria falar algo com o senhor.
Rafael sobe ajudando a esposa a subir as escadas. E Durval vai atrás. Mariana vendo Priscila e Ray concentrados na bagunça da rua aproveita e sobe as escadas também. E ouve de longe Rafael já no quarto de hospedes com o pai e a esposa falando.
- Pai, quero que você venha comigo para o Rio quando voltarmos.
- Não posso deixar o Ray. E com seu salário não da pra me sustentar. - Fala Ray compreensivo.
- Pai dá sim. Eu não dependo só dessa merreca que o Ray me paga. Eu peguei emprestado um pouco do dinheiro que iria ser pra comprar vinho uma vez e investi.
- Você pegou o dinheiro do Ray filho?
- Peguei um pouco pai. Uma vez.
- Você roubou Rafael?
- Ele não roubou senhor Ray. - Diz Grazielly. - Ele pegou emprestado. Já devolveu. Mas o que importa é que esse dinheiro deu pra Rafael investir num curtametragem.
- Curta metragem? O que é isso?  - Pergunta Durval desconfiado.
- É um filme de curta duração pai. Ele fez sucesso e o dinheiro voltou. Eu  comprei um apartamento e aluguei. Recebo todo mês mil reais. Com esse dinheiro e o dinheiro que o Ray me dá eu posso comprar mais imoveis e aluga-los. Pai, podemos ficar tão ricos quanto o Ray.
- Não sei filho. Você é ambicioso demais.
- E você é de menos. Podemos ser grandes pai.
- Nem sabemos do amanhã. - Fala Durval.
- Você tem um tempo para pensar. Não precisa falar agora. - Diz Grazielly.
- Filho não quero ver mais você pegando coisas que não é sua.
- Foi emprestado pai.
- Você não pediu. E pra mim isso é roubo.
Durval sai nervoso e bate contra Mariana. Mariana olha assustado para ele. Antes que Rafael saisse do quarto Durval a segura e a leva para o outro quarto.
- Você não ouviu nada Marina. Está me escutando?
Mariana estranhando fala:
- É claro que eu escutei Durval. Você tá pensando que sou o que?
- Não sei. - Diz ele se tranquilizando. - Depois do que você passou hoje. Eu pensei...
- Eu não sou esse tipo de pessoa não Durval. Nós estamos juntos nessa se lembra?
- Desculpe Mariana. Olha, esquece o que te falei. Esquece o que você ouviu. Vai ser melhor pra todo mundo.
Durval sai nervoso do quarto deixando Mariana olhando para a lua clara.

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