quinta-feira, 14 de abril de 2011

As portas que não se abrem

Arthur e Sergio estão parados perto a casa de Ana Paula novamente. Eles olham estranhando algo e fala:
- Que estranho. Desde ontem eles não sairão da casa. - Fala Sergio com agonia.
- Eles devem acordar tarde Sérgio? O que você acha que deve ser? - Fala Arthur já nervoso.
- Não sei. Mas eu vou descobrir.
De repente Sakuia aparece de bicicleta na rua falando rindo:
- Eu sabia que vocês deveriam estar aqui.
- Você não deveria estar no colégio? - Fala Sérgio nervoso.
- Vocês também deviam. - Fala triste Sakuia. - Vocês deveriam me agradecer. Livrei a barra de vocês. Disse a diretora que vocês pegaram uma gripe. Consegui sair mais cedo dizendo que iria visitar vocês.
Arthur com carinho fala:
- Poxa Sakuia. Obrigado.
Sakuia rindo fala:
- Tinha gente aqui que não merecia. Mas eu sou amiga de vocês.
Sergio virasse para Sakuia triste.
- Obrigado Sakuia. Mas é que fico irritado. Parece que você não se interessa pelo o que está acontecendo com Ana Paula. Não acha curioso ela ter sumido e dois anos depois reaparecer assim, do nada?
Sakuia fala hironica.
-Até parece que não tem nada além disso Sérgio.
- O meu tempo de apaixonado pela Ana Paula passou Sakuia. Agora é só curiosidade mesmo. - Fala Sérgio voltando a ficar nervoso.
- Sei disso.
- Gente dá para vocês calarem a boca. A Ana Paula está saindo de novo.- Diz Arthur apontando para Ana Paula saindo da casa.
- Vamos atrás dela. - Diz Sérgio pegando sua bicicleta e indo atrás dela que já ia virando a rua. Sakuia e Arthur vão atrás. Mas quando passam pela frente da casa de Ana Paula uma voz fria de mulher grita:
- Ei! Vocês ai! - Os três se viram assustados para ver a cara de Craly, mãe de Ana Paula nervosa na frente da casa. - Porque estão seguindo minha filha?
Os três ficam mudos. Mas Sakuia se levanta para falar.
- Nós não estavamos seguindo sua filha. A senhora está enganada.
- Acho que a mocinha é que está querendo nos enganar. - A voz de agora vinha atrás deles. Eles se viram e um homem de olhar frio os encaravam com um espingarda na mão. Os três assustados andam para trás.
- Moço! Vai com calma! - Diz Arthur gaguejando.
- Agente só estava curioso. - Solta Sérgio corajosamente.
- A Ana Paula era nossa amiga do colégio e ela simplesmente desapareceu. Nós estavamos preocupados. - Fala Sakuia.
- Vocês estavam curiosos? Então vai descobrir o que temos para esconder. - O homem ameaçava eles e os impurrava para dentro de casa.
Os três entram dentro da casa velha feita totalmente de madeira. Mas sem movel nenhum.
- Cara deixa agente ir. Eu juro que não vamos a policia.
Craly solta uma risada da porta. Sakuia, Arthur e Sérgio já estavam dentro da casa recuando a cada passo que o homem dava.
- Agente tem família. Eles vão vir atrás da gente. - Diz Sakuia rindo.
- Aposto que aonde vamos eles não vão poder ir atrás.
- Não mata agente! Pelo amor de Deus! - Grita Sérgio se ajoelhando.
- Nós não vamos matar vocês. - Diz o homem.
- Então o que vão fazer com agente? - Pergunta Sakuia quase chorando.
- Deixa a Sakuia ir por favor. Agente é que estava espiando. Ela não tem nada a ver com isso. - Diz Arthur corajosamente. Sakuia olha surpresa para ele.
Para a surpresa deles o casal sai da casa e tranca eles ali dentro. Os três olham um para cara do outro.
- Vamos sair daqui! - Diz Sergio dando a disparada para os dois correrem para a cozinha, ou onde deveria ser a cozinha. Nenhum movel apenas aqueles desenhos no teto, chão e parede. Eles correm para a porta da cozinha mas ela não se abre. Arthur tenta chutar a porta que parecia ser muito frágil mas com o chute dele não se abre.
- Deve ter algo trancando a porta. - Diz Arthur com agonia.
- Pela janela! Rápido! - Diz Sakuia tentando abrir a janela da cozinha mas também estando trancada. Sérgio esmurra a janela, mas nada.
- O que é isso? - Pergunta Sérgio assustado.
- As portas não se abrem! - Fala Sakuia nervosa.
- Parece que tem um tipo de feitiço. - Conclui Arthur com os olhos arregalados.

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